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Geral pelo Mundo

Crimes virtuais podem se tornar mais lucrativos

do que tráfico de drogas

Dados de contas bancárias são vendidos hoje por um preço entre

US$ 10 (R$ 18) e US$ 1 mil (R$ 1,8 mil)

        

        Os crimes virtuais crescem a um ritmo tão acelerado que sua receita pode chegar a superar o faturamento do tráfico de drogas internacional. A motivação financeira lidera como a maior razão para os ataques virtuais. Segundo a Symantec, empresa de segurança da informação, 78% dos ataques ocorrem por motivos econômicos.

       “As invasões online deixaram de ter como objetivo espalhar o caos. Criou-se um modelo de negócio para ganhar dinheiro, comparável ao tráfico de drogas. E os usuários continuam caindo nos mesmos erros. As ameaças continuam crescendo”, disse Javier Ildefonso, diretor de marketing da Symantec para a Península Ibérica, à Europa Press.

 
        Os dados pessoais são o objetivo número um dos criminosos virtuais. Cerca de 90% dos ataques registrados na internet ocorrem para roubar as informações pessoais dos usuários. Desses, 32% pretendem furtar os dados do cartão de crédito. Outros 19% procuram informações sobre as contas bancárias. 


         “As redes organizadas que roubam esses dados podem vender as informações de um cartão de crédito por um preço de US$ 0,06 (R$ 0,10) e US$ 30 (R$ 54), dependendo de sua raridade e do tipo de cartão. Já os dados de conta bancária se vendem no mercado negro por algo entre US$ 10 (R$ 18) e US$ 1 mil (R$ 1,8 mil), dependendo da quantidade de dinheiro na conta”, afirma Ildefonso.

      As redes sociais se transformaram no novo alvo dos criminosos virtuais, por conterem uma quantidade muito grande de informações pessoais. Segundo o diretor de marketing da Symantec, é “tremendamente fácil” conseguir dados através de redes sociais. Por isso, é recomendável ser muito cuidadoso ao escolher o tipo de informação que será compartilhada e quem poderá ter acesso a esses dados. 

       “Por US$ 220 (R$ 400) se pode conseguir um kit com até 100 mil endereços de mensagens instantâneas para atacar. Que 1% caia na armadilha e o negócio já pode ser rentável”, fala.

Receita anuncia emissão de CPF pela internet

em fevereiro

 

Informação é do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo.
Hoje, documento é emitido em bancos e nos Correios, por exemplo.

 

CPF (Reprodução)

 

      O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, anunciou nesta quinta-feira (21) que a população poderá solicitar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) na página do órgão da internet. O objetivo, segundo ele, é que o serviço esteja disponível antes do fim do mês de fevereiro.

 

      Sem CPF, o contribuinte não pode abrir crediários, renovar o passaporte, pedir empréstimos ou efetuar qualquer tipo de contrato bancário, participar de concurso público ou retirar prêmio de loterias.

 

      "Nós fizemos mudanças importantes e estamos concluindo a última etapa que será o CPF online, que brevemente entrará em produção no portal do contribuinte. Ele já pode tirar certidão negativa, imprimir o DARF, fazer o pagamento, consultar a malha [...]. E o último fechamento desta reforma é exatamente o CPF online, que sai até o fim de fevereiro", disse Cartaxo.

 

Como funciona hoje

       Atualmente, para tirar o CPF o contribuinte tem de ir às agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios e pagar uma taxa de R$ 5,50.

 

        A população pode ainda recorrer às entidades conveniadas, sem o pagamento de taxas. Neste caso, porém, as pessoas não recebem o documento em si; elas têm o número do CPF inserido na cateira de identidade ou recebem um comprovante de inscrição e situação cadastral.

 

Brasil poderá acabar com 'pobreza extrema' em 2016, diz Ipea

Ipea projetou continuidade de ritmo de redução de pobreza e desigualdade.
Manter crescimento econômico e baixa inflação é desafio, aponta instituto.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta em estudo divulgado nesta terça-feira (12) que o Brasil poderá acabar com a “pobreza extrema” até 2016.

Segundo o documento, o país tem a chance de "praticamente superar" o problema e de melhorar seu índice de desigualdade de renda, atingindo níveis próximos aos de países desenvolvidos.

A estimativa foi feita com base no desempenho brasileiro alcançado recentemente na redução desses indicadores. Para que a projeção se concretize, segundo o Ipea, é preciso que o ritmo de diminuição da pobreza e desigualdade dos últimos cinco anos seja mantido. 

 

    

    

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